O crescimento desenfreado de Cesarianas no País

Todos sabem que a gestação é um processo fisiológico e natural, e que durante o trabalho de parto o corpo da mulher se prepara para a chegada do bebê no momento certo.

Mas poucos sabem que a interrupção nesse processo pode acarretar complicações para a criança e para a mãe, pois nesse momento de fragilidade confiamos em quem mais entende do assunto: os médicos.

Um dos maiores medos que rondam as mulheres no momento de ter seus bebês é a dor que podem sentir, além do pensamento de que talvez não consigam ter uma evolução durante o trabalho de parto.

Quando as grávidas têm esse receio, vem o pensamento de não passar por todo esse sofrimento, e os médicos oferecem às mulheres uma solução que parece mágica: a cirurgia cesariana. O Brasil é o país que mais realiza cesáreas na América Latina. Esse número chega a 56% do total de partos feitos no país, e só na rede privada esse índice ultrapassa 88%.

Só entre os anos de 2007 e 2011, o número de partos cesáreas realizados no país aumentou de 46,56% para 53,88%, representando mais da metade dos partos feitos nas instituições de saúde, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é que sejam no máximo 15%.

Isso ocorre porque muitos médicos utilizam de seus conhecimentos para decidir a hora de nascimento dos bebês, manipulando os pais de forma persuasiva para convencê-los de que a mãe ou o bebê talvez corram algum perigo no momento do parto, quando na verdade essa é uma das formas da violência obstétrica!

Essa decisão expõe mãe e bebê a um procedimento invasivo e com uma recuperação muito mais complicada e dolorosa, além de que na maioria das vezes é um procedimento desnecessário. A pesquisa Nascer no Brasil também expôs o fato lamentável de que essas intervenções obstétricas são excessivas, pois apenas 5,6% dos partos apresentam algum tipo de risco.

A conveniência média é outro fator determinante para o aumento crescente no número de cesáreas no Brasil. A cirurgia parece uma alternativa rápida e prática para os médicos, pois podem ser agendadas e todo o tempo do trabalho de parto é otimizado para eles, além disso, o pagamento de honorários é maior.

Mulheres submetidas à cesariana podem correr muitos outros riscos, como complicações hemorrágicas e com anestesias, e por ser um procedimento cirúrgico invasivo o risco de infecção também aumenta consideravelmente.

E não é só a mãe que corre esses riscos, o bebê também pode sofrer e ter complicações no nascimento. Quando a cirurgia antecipa o momento natural do parto, aumentam os riscos do bebê desenvolver problemas respiratórios e ter problemas de sobrepeso infantil, e na idade adulta são mais propensos a sofrer de diabetes e hipertensão.

Seja protagonista do seu parto, procure informações e estude a fundo o seu parto. Não corra o risco de sofrer frustrações no momento mais especial de sua vida.

 

 

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